terça-feira, 21 de julho de 2009

Socorro!!! Eu, tenho uma vocação!

Você, que por medo ou qualquer outro motivo tem relutado em dizer Sim a Deus, não pare, não desista... insista, persista e, nunca deixe de caminhar. Eu sei que quando Deus nos chama, sentimos medo e esse medo distorce nossa visão dos sinais de Deus, distorce nossa compreensão da escuta do Senhor e distorce os sentimentos do nosso coração apaixonado por Jesus, mas, nunca nos tira a certeza do chamado. Isso por que Seu chamado – “Venha e veja!” – é uma ordem, um imperativo de amor que não deixa margens para o “será que é comigo?”. Assim foi com Abraão (cf. Gn 12,1), Josué (cf. Jos 1,9), Isaías (cf. Is 6,9), Ezequiel (cf. Ez 3,17), Mateus (cf. Mt 9,9), André e Simão (cf. Mc 1,17), pois “a lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples” (Sl 18,8) e esta foi a única ordem que nos deu o Senhor: “escutai minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes” (Jr 7,23).
Abraçar esse chamado não é trilhar um caminho de glória e estrelado, mas um caminho de cruz, de amor e de conversão. Conversão é caminho da volta... voltar ao ponto de partida e o ponto de partida é o Coração Trinitário, onde fomos gerados e quando fomos chamados por Deus, antes mesmo que fôssemos tecidos no seio materno (cf. Jr 1,4s). Os nossos caminhos quase sempre nos levam à perdição, pois somos impulsionados pela nossa concupiscência e acabamos escolhendo o que é mais fácil, o que é mais cômodo, aquilo que requer menos esforço (cf. Mt 7,13). Assim, somente aquele que se fez caminho único (cf. Jo 14,5) pode nos mostrar o caminho da conversão, da volta, do nascer de novo, gerados no ventre do Espírito Santo e d’Ele receber o alimento necessário à nova vida (cf. Jo 3,4).
O chamado a uma vida consagrada pressupõe esse chamado à conversão. Sem conversão não há restauração da imagem e semelhança de Deus no homem, danificada e deformada pelo pecado. Sem conversão não pode haver consagração. Este é o caminho que Deus lhe chama a trilhar? Não pare! É feliz aquele que não para no caminho dos pecadores, mas tem prazer em meditar sempre a Palavra do senhor (cf. Sl 1). Esse caminho desemboca na vivência radical do Evangelho. E, se você radicalizar assim, a exemplo de Santa Cecília, Santo Antônio de Pádua, Santa Tereza d’Ávila e tantos outros santos, esteja pronto para escutar coisas do tipo: “isso é uma loucura!”, “você é tão inteligente, só pode ser lavagem cerebral!”. Na verdade, isso é uma realidade... não é uma lavagem cerebral, mas fazer experiência do Amor de Deus nos leva a uma mudança de vida e é loucura essa mudança de vida. Em pleno século XXI, onde todos buscam, a todo custo e muita garra, obter sucesso, prestígio, altos salários, uma pessoa abrir mão de toda a ganância, renunciar a si e viver de forma humilde, casta e simples é realmente uma loucura, loucura da Cruz! Isso é o que nos ensina o Apóstolo Missionário São Paulo: “Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Cor 1,23s).
Para ser fonte permanente e profética de esperança para o mundo, a vida consagrada alimenta-se da Eucaristia e daí parte para a missão. Em cada Eucaristia o consagrado é chamado a reviver a experiência do encontro dos discípulos com Cristo: “Mestre, onde moras?” (Jo 2,38). Em cada Eucaristia o consagrado é chamado a descobrir as razões da alegria e da esperança e sedimentar a beleza da fidelidade, deste modo de seguir Jesus Cristo, na radicalidade e na verdade de uma vida de consagração. Aí se fortalece a vocação e se identifica a vida do consagrado com a vida de Cristo e com o Seu mistério de amor e de oferta ao Pai para a salvação de todos. A Eucaristia torna-se fecunda pela Palavra que se acolhe, pelo Pão que se reparte, pela Vida de Jesus Cristo, o Mestre, que se oferece. Unir a vocação, a fidelidade e a missão implica aprender diariamente a seguir o Mestre que, dócil ao Pai e animado pelo Espírito, nos propõe uma vida simples, casta e obediente.
João Paulo II fala em sua Exortação Apostólica pós-sinodal Vita Consecrata (VC 109) àqueles que consagram sua vida a Deus:

“Mas é sobretudo a vós, mulheres e homens consagrados, que no final desta Exortação dirijo o meu apelo confiante: vivei plenamente a vossa dedicação a Deus, para não deixar faltar a este mundo um raio da beleza divina que ilumine o caminho da existência humana. Os cristãos, imersos nas lides e preocupações deste mundo, mas chamados eles também à santidade, têm necessidade de encontrar em vós corações puros que, na fé, “vêem” a Deus, pessoas dóceis à ação do Espírito Santo que caminham diligentes na fidelidade ao carisma da sua vocação e missão.
Como bem sabeis, abraçastes um caminho de conversão contínua, de dedicação exclusiva ao amor de Deus e dos irmãos, para testemunhar de modo cada vez mais esplendoroso a graça que transfigura a existência cristã. O mundo e a Igreja procuram autênticas testemunhas de Cristo. E a vida consagrada é um dom oferecido por Deus para que seja colocada à vista de todos a “única coisa necessária” (cf. Lc 10,42). Dar testemunho de Cristo com a vida, com as obras e com as palavras, é missão peculiar da vida consagrada na Igreja e no mundo.
Vós sabeis em quem pusestes a vossa confiança (cf. 2 Tm 1,12): dai-Lhe tudo! Os jovens não se deixam enganar: quando vêm ter convosco, querem ver aquilo que não vêem em mais parte nenhuma. Tendes uma responsabilidade imensa no que diz respeito ao amanhã: especialmente os jovens consagrados, testemunhando a sua consagração, podem induzir os da sua idade à renovação da própria vida (Cf. Propositio 16). O amor apaixonado por Jesus Cristo é uma atração poderosa sobre os outros jovens, que Ele, na sua bondade, chama a segui-Lo de perto e para sempre. Os nossos contemporâneos querem ver, nas pessoas consagradas, a alegria que brota do fato de estar com o Senhor.
Pessoas consagradas, idosas e jovens, vivei a fidelidade ao vosso compromisso com Deus, na mútua edificação e apoio recíproco. Não obstante as dificuldades que às vezes pudésseis ter encontrado e a diminuição do apreço pela vida consagrada em certa opinião pública, vós tendes a tarefa de convidar novamente os homens e mulheres do nosso tempo a olharem para o alto, a não se deixarem submergir pelas coisas de cada dia, mas a deixarem-se fascinar por Deus e pelo Evangelho do seu Filho. Não esqueçais que vós, de modo muito particular, podeis e deveis dizer não só que sois de Cristo, mas que “vos tornastes Cristo” (S. Agostinho, In Ioannis Evang., XXI, 8: PL 35, 1568.).”

Podemos resumir esse apelo de João Paulo II dizendo que “se o cristão fosse mais salgado o homem seria mais sedento de Deus”. Esse é o papel da vida consagrada para o mundo: Gerar mudanças, indagar o interior das pessoas, testemunhar com impacto o Evangelho, responder com amor e valores cristãos aos desafios desse tempo de hoje. Ser no mundo sal e luz (cf. Mt 5,13ss). Essa é nossa missão. Nos diz o Santo Evangelho que se o sal perde o sabor, perde também a função. E com isso podemos dizer que Católico sem sabor, não apenas estraga a comida, mas acaba por arruinar toda a ceia. Perde o sabor, perde a função. Você foi consagrado em seu batismo e chamado a ser profeta, rei e sacerdote. Um batizado sem sabor perde sua função. Na cozinha, quando preparamos um alimento, ao lançar o sal sobre ele, acreditamos que este salgará a comida, porém se não ocorrer este fato tão corriqueiro e comum, todo o alimento ficará sem sabor. Assim, sendo você chamado a se consagrar, se se laçar ao mundo e a ele não der novo sabor, o mundo perderá o sabor e irá ao lixo, e você irá com ele, perderá sua função e será lixo e não mais sal. 

“Seguindo os seus passos difundi na sociedade, sem distinção de raça, de classe, de cultura ou de idade, a consciência de que todos nós somos chamados à santidade. Esforçai-vos por ser santos, em primeiro lugar vós mesmos, cultivando um estilo evangélico de humildade, de serviço, de abandono na Providência e de escuta constante da voz do Espírito. Desta forma, sereis o ‘sal da terra’ (cf. Mt 5, 13)” (Homilia do Papa João Paulo II durante a canonização do Beato José Maria Escrivá).

Desde a ocorrência do pecado, a nossa herança nos traz uma cegueira espiritual. Nos dias de hoje isso é latente. A cegueira espiritual tem nos levado a crer que nossos olhos vêem ao longe, quando na verdade a realidade esta obscura a poucos metros. João Paulo II nos ensina:

“Infelizmente, hoje demasiadas pessoas vivem distante da luz - num mundo de ilusões, de sombras fugazes e de promessas não mantidas. Se olhardes para Jesus, se viverdes a Verdade que é Jesus, tereis em vós a luz que revela as verdades e os valores sobre os quais podeis construir a vossa própria felicidade, enquanto edificareis um mundo de justiça, de paz e de solidariedade. Recordai o que Jesus disse: ‘Eu sou a luz do mundo; quem me seguir não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida’ (cf. Jo 8, 12). Uma vez que Jesus é a Luz, também nós nos tornamos luz quando O proclamamos. Este é o cerne da missão cristã à qual cada um de vós foi chamado através do Batismo e da Confirmação. Sois chamados a fazer com que a luz de Cristo brilhe esplendidamente no mundo.” (Viagem Apostólica de João Paulo II México e Estados Unidos).

Eis, pois, amadas irmãs, amados irmãos, que lhes exortaria, se assim me fosse permitido – e quando falo ou escrevo, eu sou o primeiro destinatário das palavras –, a sermos sal da terra e luz do mundo não para alimentarmos nossa vaidade e orgulho pessoal, mas para fazermos a única obrigação que nos cabe: a obrigação de ser sabor e luz... o sabor forte vindo do Altíssimo e a luz que resplandece o senhorio e a glória da Trindade Santíssima, pois, de que adiantaria viver uma vida inútil? Antes, pois, sejamos úteis nos braços de Jesus, para que nos seja “dado anunciar corajosamente os mistérios do Evangelho, do qual somos embaixadores prisioneiros” (Ef 6, 19s). Todos fomos chamados, por Deus, à vida. De todos Ele espera uma resposta. Por você Ele apostou o seu Reino. E você? O que é capaz de apostar por Ele? De que maneira O dá a conhecer ao seu redor, àqueles que estão ao seu lado? De que forma O torna visível na sua vida e nos seus caminhos? Se precisar e quiser, podemos fazer um pedaço de caminho com você. Anda, vamos! Coragem!!! Coragem não é ausência de medo, ela é "filha" do arriscar, apesar de... apesar de nossa pequenez, apesar de nossas fraquezas, apesar de nossa incapacidade, apesar de nossos pecados, mas é agir com o coração apesar do medo, pois Deus não se limita às nossas limitações. Ele vê além. Não desista! Coragem! Venha e experimente!!! 
Fabrício Manoel de Jesus – Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor
servo dos Servos de Deus
16 de julho de 2009.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOFRIMENTO, ORAÇÃO E DESAPEGO

Por Santa Catarina de Sena
Carta 187

Para João Sabbatini, Tadeu Malovoti e os Monges de Belriguardo

1-Saudação e Objetivo
Em Nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, caríssimos filhos em Jesus Cristo, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, vos escrevo no Seu precioso sangue, desejosa de vos ver como soldados sem nenhum temor servil.

2- Valor do Sofrimento na Vida Cristã
De fato, nosso Salvador quer que tenhamos medo dele, não das pessoas deste mundo. Cristo disse: ”Não temais aqueles que podem matar o corpo, mas a Mim, que posso enviar ao inferno a alma e o corpo”(cfr. Mt 10,28). Por isso eu quero que vos afogueis no sangue do Filho de Deus, inflamados no fogo da divina caridade. É onde se perde todo temor servil, restando na pessoa apenas o temor reverencial. E que podem fazer o mundo, o demônio e seus servidores contra quem atingiu o amor sem medida pelo sofrimento? Nada! Eles apenas nos fornecem a ocasião para provarmos nossa virtude. Realmente, a virtude é posta à prova pelo que lhe é contrário. A pessoa deve até alegrar-se e rejubilar-se, deve procurar sofrer sempre com Cristo crucuficado, deve aniquilar-se por Ele, deve humilhar-se. Deve deleitar-se na dor e na Cruz. E ao desejar o sofrimento, encontrará alegria. Mas se procurar a alegria, achará a dor.
A melhor coisa é, portanto, afogar-se no sangue e eliminar nossas perversas vontades mediante um amor livre pelo Criador, sem termos nenhuma compaixão de nós mesmos. Só então aquela alegria estará em vós. E deveis esperar os sofrimentos sem nenhuma angústia. Por nenhuma ordem, que nos for dada, deveremos nos queixar. Pelo contrário, devemos até nos alegrar. De fato, nenhuma ordem humana será capaz de nos afastar de Deus. Tais ordens até serão aptas a nos dar a virtude da paciência, tornando-nos solícitos em abraçar a árvore da Cruz, em procurar a visão invisível que jamais nos será tirada. Se assim decidimos, a caridade amorosa jamais nos será tomada. Que doce coisa sermos perseguidos por causa de Cristo crucuficado! Quero que vos alegreis quando a cruz vos é dada, qualquer que seja o modo! Não escolhamos o modo. Que ele seja escolhido por quem nos faz sofrer. Julgai-vos até indgnos de sofrer perseguição por Cristo crucificado.

3- Perseverai na Oração e no Amor Mútuo
Ficai sabendo, meus bondosos filhos em Jesus Cristo, que foi essa a senda percorrida pelos santos que imitaram Jesus Cristo. Não existe outra que nos conduz a vida! Quero, pois, que com empenho vos esforceis por trilhar essa senda, feliz e reta. Perseverai na oração com boa vontade, sempre que o Espírito vos oferecer ocasião. Não haja desprezo ou fuga em vós, também com perigo de vida. Não deixeis a oração para poupar e agradar o próprio corpo. O que o demônio mais deseja ver em nós, para nos afastar da oração, é que tenhamos cuidados com o corpo e tibieza espiritual. Por motivo algum tais coisas devem afastar-nos da prece. Recordando-nos de que Deus é bondoso e reconhecendo nossos defeitos, afastemos as tentações do diabo e toda autocompaixão. Escondei-vos nas chagas de Cristo crucificado, nada voa amedronte. Por Cristo crucificado vós tudo podeis. Ele estará convosco e vos fortalecerá.

4 –Sede Obedientes e Desapegados. Conclusão.
Sede obedientes até a morte no que vos for imposto, por mais grave que seja. Não desprezeis o prêmio por causa da dificuldade ou de alguma tentação do diabo querendo enganar-vos, sob pretexto de virtude, sugerindo-vos: ”Isto sera a alegria de minha vida e faria aumentar a virtude em mim”. Não acrediteis no diabo, mas sim em Deus, o qual vos dará de outro modo o que esperais dessa consolação. Vós sabeis que nenhuma folha cai de uma árvore sem a providência divina. Desse modo, tudo o que o diabo ou as pessoas fazem para nós, por providência divina colabora para a nossa salvação e progresso na perfeição. Portanto, acolhei tudo com respeito e despojai-vos dos bens materiais não necessários. Revesti-vos de Cristo crucificado, inebriai-vos no seu sangue. Nele encontrareis a alegria e a paz completa.
Nada mais acrescento. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Jesus doce, Jesus amor.

Fonte: Catarina de Sena, Santa, 1347 -1380. Cartas Completas – Tradução: Frei João Alves Basílio O.P. São Paulo: Paulus 2005. ( Espiritualidade) .pag. 607 a 609.

Você sabe por que a escolha do nome Bento XVI?

VATICANO, 27 Abr. 05 / 01:12 pm (ACI).- Hoje o Papa Bento XVI retomou a tradicional audiência geral das quartas-feiras e destacou com firmeza a necessidade de colocar a Cristo como centro de toda a nossa existência.
Durante a catequese dirigida aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro o Santo Padre compartilhou seus “sentimentos contrastantes nestes dias do início de meu ministério petrino: estupor e gratidão no confronto de Deus que surpreendeu sobre tudo a mim mesmo, me chamando a suceder ao apóstolo Pedro; ansiedade interior diante da grandeza da tarefa e das responsabilidades que me foram confiadas”. Continuou dizendo que “me dá serenidade e alegria a certeza da ajuda de Deus, de sua Mãe Santíssima, a Virgem Maria, e dos Santos Protetores; também me é grande apoio a proximidade espiritual do Povo de Deus inteiro ao qual continuo pedindo me acompanhe com insistentes orações”.
Seguidamente o Santo Padre explicou aos peregrinos a razão do nome que escolheu ao ser nomeado Bispo de Roma e Pastor da Igreja Universal. Disse: “quis me chamar Bento XVI para me relacionar idealmente ao venerado Pontífice Bento XV, que guiou à Igreja em um período atormentado pelo primeiro conflito mundial. Foi valente e autêntico profeta de paz e agiu com extrema valentia desde o início para evitar o drama da guerra e depois ao limitar as nefastas conseqüências”. Fazendo explícita referência ao tema da reconciliação manifestou o desejo de “colocar meu ministério ao serviço da reconciliação e da harmonia entre os homens e os povos, profundamente convencido que o grande bem da paz é sobre tudo dom de Deus, dom frágil e precioso que deve ser invocado, protegido e construído dia após dia com a contribuição de todos”.
Deste modo fez referência ao Pai do monacato ocidental dizendo que “o nome de Bento evoca, além disso, a extraordinária figura do grande ‘Patriarca do monacato ocidental’, São Bento da Núrsia. A progressiva expansão da Ordem Beneditina fundada por ele, exerceu um influxo enorme na difusão do cristianismo em todo o Continente. São Bento é por isso muito venerado na Alemanha e, em particular, na Baviera, minha terra de origem. Constitui um fundamental ponto de referência para a unidade da Europa e um forte apelo às irrenunciáveis raízes cristãs de sua cultura e de sua civilização”.
O Santo Padre ressaltou firmemente que “ao início de meu serviço como Sucessor do Pedro peço a São Bento nos ajude a manter firme a centralidade de Cristo na nossa existência. Ele esteja sempre no primeiro lugar nos nossos pensamentos e em cada uma das nossas atividades!”
Finalmente citou ao defunto Pontífice João Paulo II destacando que “nossas comunidades cristãs devem ser autênticas escolas de oração, onde o encontro com Cristo não se expresse apenas como imploração de auxílio, mas também como um dar graças, glória, adoração, contemplação, escuta, ardor dos afetos, até um verdadeiro desejo de coração”. Terminada a catequese a Papa Bento XVI repartiu a bênção apostólica.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

servo dos Servos de Deus


A busca incessante por Deus me revira o interior. Deus mostra sinais claros em minha vida. Não tenho como negar. Assim, esse blog é simplesmente o empenho em testemunhar aos quatro cantos da terra o quanto Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são maravilhosos comigo. Três Deuses? Não irmão, não irmã!!! Um Deus em três pessoas distintas... mas um único Deus! Se eu acredito nisso? Claro!!! Piamente. E dou minha vida por essa verdade! Se eu sei explicar isso? Não... é mistério da minha fé. Não cabe a mim ficar questionando. Buscar seduzir minha razão... é claro que busco. Mas, minha fé não é pautada em cima da minha compreensão literal das coisas. Dentro de mim, Deus me dá uma compreensão inexplicável desse amor que é tão dinâmico que se torna um movimento estático. Esse movimento estático faz as três pessoas distintas e um só Deus.


Deus abençoe quem por essas páginas passar.

Não sou um escritor exímio e nem um instrumento ilustríssimo de Deus. Sou apensa um servo insensato e insuficiente que tenta levar seu Mestre ao coração das pessoas... sou o servo dos Servos de Deus!